sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Emprego - Parte III


{Aprecie agora mais uma parte desta saga, que foi um dos maiores erros que já cometi neste blog.}

O escritório na verdade era uma cozinha simples, com um fogão repleto de restos de comida, especialmente pizza, e uma mesa de madeira ordinária com três cadeiras. Matheus sentara-se ereto numa delas, bem de frente a Bazé. Matheus sentia o insuportável cheiro de fezes que inundava a cozinha. E ele sabia exatamente de onde provinha o cheiro. Os sucessivos sustos que levara quando apontaram a arma para sua cabeça fizeram com que seus esfíncteres se soltassem, deixando que as fezes saíssem em abundância de seu interior, sendo apenas contidas pela cueca branca que usava. No escritório/cozinha, tentara se sentar com delicadeza, para impedir que a situação fosse ainda pior. Mas de nada adiantou. Quando se sentou, sentiu o excremento macio sendo apertado de encontro a sua bunda e espalhando-se em contato com o períneo e testículos. O odor foi quase que imediato. Sentado à sua frente, se Bazé sentia o cheiro, não o demonstrava de forma alguma.

- Então filho, o que é isso na sua mão? – indagou Bazé, levando a latinha de cerveja à boca.

Matheus olhou para a mão e lembrou-se que carregava o seu currículo e demais documentos. Disse para Bazé do que se tratava. Bazé pediu que lhe entregasse seu currículo. Pegando o currículo da mão de Matheus, Bazé tirou do bolso um isqueiro e queimou-o, sem sequer lê-lo, para estarrecimento de Matheus.

- Tu já matou? – perguntou Bazé.

- Não senhor.

- Já roubou?

- Não senhor.

- Tem passagem?

- Não senhor.

- Tu sabe usar uma arma?

- Não senhor, mas tenho interesse em aprender.

A bofetada pegou-o de surpresa. Sempre ouvira em palestras que, quando não tivesse experiência em algo, deveria demonstrar ao entrevistador que tinha interesse em aprender. Aparentemente, Bazé não gostara da resposta.

- Nunca mais repita isso, filho! – disse Bazé, em tom admoestador, mas sem erguer o tom de voz. E após uma pausa – Tu usa droga? Tem algum vício?

- Não senhor. Não senhor.

- Ótimo. – Bazé sorriu. Em seguida, levantou-se e começou a andar pelo pequeno escritório/cozinha. – Filho, eu gostei de você. Pra mim o cara tem que ter muito sangue frio e muito peito pra cagar, sentar em cima e fingir que ninguém percebeu. – Matheus enrubesceu. – Porém eu preciso fazer um teste contigo, pois preciso que tu me dê uma prova do teu valor, de que pode trabalhar pra mim. Tu topa fazer o teste?

- Sim senhor.

- Nunca mais me chame de senhor! – gritou Bazé, ao mesmo tempo que desferia nova bofetada em Matheus. Este sentiu que sua cabeça iria explodir, tamanha a força empregada na bofetada que recebera. Em seguida, numa súbita mudança de temperamento, Bazé disse sorrindo, com a voz mais mansa do mundo – Me chame de Bazé.

- Sim, Bazé. – falou Matheus, lutando contra a vontade de levar a mão para massagear a face atingida.

- Outra coisa importante: aparência! Se tu for trabalhar pra mim, precisa ter aparência. Olhe só para você, como está ridiculamente vestido! O que é que vão dizer de mim, se virem que um cara que trabalha pra mim se veste desse jeito? Trate de mudar de roupas para o teste.

- Sim se... Sim, Bazé. – disse Matheus, corrigindo-se a tempo.

- Ótimo. O teste será bem simples. Tu vai pegar uma arma e vai ter que fazer uns assaltos. Não me importa quem tu vai assaltar, desde que não seja alguém aqui das minhas quebradas. O importante é que tu levante 500 pilas pra mim até meia-noite. O Cotó e o Fósforo vão te emprestar uma arma pra tu poder trabalhar. Eles também vão te seguir e te vigiar pra ver se tu não tá trapaceando. Depois eles vão me contar como foi tudo. Tu tem até meia-noite pra voltar com pelo menos 500 pilas aqui, em dinheiro ou em produtos. Boa sorte.

- Obrigado. Prometo não decepcioná-lo, Bazé. – disse, Matheus.

- Mas é um viado mesmo... – disse Bazé consigo mesmo. – Ok filho. Mas antes trate de tirar essa merda de roupa.

[CONTINUA]

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pirajuense no CQC Pra Gente Rir

Sem comentários...


Obrigado a Lilian por ter me informado que minha terra foi envergonhada em rede nacional. Quem souber o nome do cretino, favor me informar.

A vergonha alheia aparece a partir dos 2:55, aproximadamente. E a Jô deve estar puta da vida.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Diabo é o Pai

O diabo é detentor do título de pai da mentira. Mas este ser desprezível, que não vem senão para matar, roubar e para destruir, na verdade é pai de outras coisinhas além da mentira. Vejamos algumas delas, que citarei a seguir:

1 - O diabo é o pai do rock: pelo menos é o que dizia uma canção do Raul Seixas que, aliás, eu nunca ouvi.


2 - O diabo é o pai da ABNT: certo dia, Satanás estava muito puto da vida com os outros demônios, que não paravam de infernizá-lo, que ele decidiu criar as ABNTs pra ferrar com a vida de todo mundo, não bastasse todo mundo já viver se ferrando o tempo todo.


3 - O diabo é o pai do Batman Feira da Fruta: o Tinhoso também tem boas ideias, e uma delas foi expressa no clássico do cinema mundial, o Batman Feira da Fruta. Aclamado internacionalmente, o filme ganhou 327 Oscars, sendo que os principais foram recebidos pelo superastro mundial César Romero, dentre os quais podemos destacar o Oscar de Melhor Vilão Especialmente Convidado. Romero, além de brilhante atuação, é considerado até hoje como o melhor intérprete do Coringa de todos os tempos, perdendo apenas para Jack Nicholson e Heath Ledger. É neste filme também que descobrimos de onde o Batman tira o bat-escudo...


4 - O diabo é o pai do Levy Fidelix: e, consequentemente, é avô do aerotrem.


5 - O diabo é o pai da calça saruel: a moda foi ditada quando o diabo chegou na Terra pela enésima vez, tomando forma de Majin Boo. Após sua insignificante passagem por nosso planeta, onde não conseguiu matar nem uma mosca, Majin Boo lançou a moda da calça com fezes, mais conhecida como calça saruel.


6 - O diabo é o pai da camisinha: talvez a maior invenção de Lúcifer tenha sido este objeto. Este instrumento composto de látex e vindo do mais profundo abismo da escuridão tem o poder de destruir toda a humanidade com uma falsa ilusão de proteção contra a doença que é uma das maiores pestes mundiais da atualidade: a gravidez.

 

7 - O diabo é o pai da mentira: e por último, mas não menos importante, a mais popular paternidade do Cão. Ele é considero o Pai da Mentira. Na foto abaixo, temos uma representação artística de como teria sido a criação de sua obra mais famosa. Outro dos inúmeros nomes do diabo é Capeta, tradução arcaica do nome em hebraico, que no original se escreve Gepetto, e que quer dizer "merda".




domingo, 12 de agosto de 2012

O Emprego - Parte II


{Quando comecei a escrever este texto, ainda me encontrava desempregado. Agora, no momento em que posto a parte II desta trilogia, já estuo trabalhando e me encontro extremamente cansado, apresentando sinais claros de burnout. Mas como isto não vem ao caso, passemos a continuação da história, que ainda segue meus princípios éticos de suprimir qualquer palavra de baixo calão do texto, substituindo-as por expressões mais leves.}

Assim que Matheus abriu e atravessou a porta, um dos rapazes que se encontrava sentado ali na sala gritou, após uma súbita injeção de adrenalina.

- Mas poxa vida! Atira nele Cotó! Atira!

O companheiro dele, Cotó, também com uma injeção de adrenalina a inundá-lo, sacou o revólver e já ia atirar, quando Zeca apareceu gritando e tentando apaziguar a situação:

- Droga, não atira não, Cotó! Esse aqui é o Matheus de quem eu tinha falado. O chefe de vocês vai conversar com ele para oferecer um trampo pra ele!

- Droga Zeca! E porque você não disse antes que esse tal de Matheus era branco? - indagou Fósforo, irritado com a situação, e também apreensivo para ver se Cotó realmente controlaria o impulso de puxar o gatilho.

- Ih, mano, foi mal. Eu esqueci completamente desse detalhe... – desculpou-se Zeca.

Matheus tinha taquicardia. O susto fora tremendo. Nem deu tempo para se recuperar da emoção inicial. A porta que dava acesso a outro cômodo da casa abriu-se. Dela, apareceu um homem negro, vestindo uma camiseta regata branca, que deixava os braços musculosos e cheios de tatuagem à mostra. Assim como os demais, também vestia shorts e chinelas. Tinha brincos nas orelhas, anéis em vários dedos e uma grande corrente pendurada no pescoço, com um pingente em formato de letra B.

- Mas o que é que tá acontecen... DROGA! – disse Bazé, o negro forte, da corrente no pescoço, ao mesmo tempo que sacava a arma e dava o primeiro tiro na direção de Matheus.

- Calma Bazé! Calma Bazé! – gritaram em uníssono, Cotó, Fósforo e Zeca. Os gritos serviram para que Bazé parasse, antes de puxar o gatilho pela segunda vez. Aparentemente, Bazé também confundira Matheus com um tira à paisana. Depois de explicarem o mal entendido para Bazé, este disse:

- Caras, vocês me assustaram legal! – e olhando para Matheus, que ainda tremia sem parar – E você deu uma sorte imensa, piá. Quando eu atiro, eu não costumo errar. – e depois mostrou um radiante sorriso, ao mesmo tempo que se aproximava e punha uma das mãos sobre o ombro de Matheus – Vamos entrar no meu escritório para conversarmos, campeão!

[CONTINUA]

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Negócio que faz bebês

{Este texto é de cunho sexual e contém algumas palavras relacionadas à sexualidade humana. Se você não aguenta ouvir tais palavras sobre este assunto sem ficar indignado, eu sinto muito, mas eu não encontrei outro jeito de transmitir minha ideia, abrindo mão de tais palavras. O texto não tem como objetivo despertar sexualmente ninguém, nem chocar a sociedade brasileira, então leiam o texto sem pirraça, ou o abandonem antes mesmo de começá-lo. Creio que existem várias interpretações para este texto, desde uma leitura de exclusivo caráter recreativo, até uma leitura voltada para o lado psicológico, como bem falou um amigo meu.}

Olá, meu nome é Everton. As pessoas dizem que eu sou estranho. Já papai e mamãe dizem que eu não sou estranho, eu sou apenas um retardado.

Uma vez meus amigos me chamaram de bicha. Mamãe disse uma vez que bicha é o menino que gosta de brincar do negócio que faz bebês com outro menino. Foi ela que disse também, quando eu tinha 17 anos, que virgem é a pessoa que nunca brincou do negócio que faz bebês. Foi nesse dia que eu descobri que eu era virgem. Eu descobri também que eu não era bicha. Ainda bem que eu não sou bicha, pois nesse dia, o papai disse que ser bicha é errado e é uma coisa muito feia.

Eu nunca brinquei do negócio que faz bebês. Eu até que queria brincar, mas eu acho que nenhuma menina ia querer brincar disso comigo, porque a maioria delas diz que eu sou estranho. Eu perguntei para mamãe se ela queria brincar disso comigo, mas ela me olhou muito séria e disse que isso é errado e uma coisa muito feia. Não sei por que isso é algo errado. Até onde eu sei, a mamãe é menina e vive brincando disso com papai, que é menino. Vou confessar um negócio pra vocês: eu já cheguei a sentir raiva do papai, pois eu sei que ele brinca do negócio que faz bebês com mamãe de noite, quando eles fecham a porta do quarto. Eles dizem que fecham a porta do quarto porque vão namorar, mas eu sei que é mentira. Eles não vão namorar não, eles vão é brincar do negócio que faz bebês. Não sei por que eles dizem que vão namorar, sendo que eles vão brincar. Adulto é muito tonto. Parece que eles têm vergonha de dizer que brincam, pois eles acham que brincar é uma coisa só de criança. Mas todo mundo sabe que os adultos só são crianças maiores. Então, continuando, eu fiquei com raiva do papai, porque ele que não é nada da mamãe brinca com ela do negócio que faz bebês e eu que sou o filhinho querido e lindo dela não posso brincar com ela. É muito injusto isso.

Um dia eu tomei banho com meu pai e perguntei porque o pinto dele era grande e o meu era pequeno. Ele me explicou que quando o menino cresce o pinto também cresce, aí ele vira um pênis, ou um Senhor Feliz. E todo homem tem um Senhor Feliz maior, para poder brincar do negócio que faz bebês. Só que eu acho que meu pai mentiu para mim, pois uma vez eu também tomei banho com o vovô, e o Senhor Feliz dele era ainda menor que o meu. Quase que nem dava para enxergar. E ele nem parecia um Senhor Feliz, pois estava era bem tristezinho.

Uma vez eu vi um vídeo de um homem e uma mulher brincando do negócio que faz bebês. Eu estava mexendo na internet e resolvi procurar isso para ver como era. Meus amigos na escola me dizem que brincar do negócio que faz bebês é legal, que faz uma cosquinha gostosa na gente, por isso que todo mundo brinca. Mas quando eu vi o vídeo de um homem brincando com uma mulher do negócio que faz bebês, esse negócio não me pareceu gostoso, me pareceu assustador. No vídeo, o homem e a mulher ficavam sem roupa e começavam a fazer umas coisas estranhas. A mulher não tinha pinto. Em compensação, ela tinha um monte de cabelo preto no lugar onde deveria ficar o pinto dela. Acho que o pinto dela deve ter caído, ou cortaram ele para que ela pudesse ser mulher. Só espero que não tenha doído muito. O homem sim tinha pinto, e acho que era o triplo do tamanho do meu. A professora uma vez me ensinou que o dobro é duas vezes alguma coisa, e o triplo é três vezes alguma coisa. O que eu achei mais assustador no vídeo é que os dois faziam uns barulhos estranhos. Eles davam uns gemidos tontos, como se tivessem cansados de carregar peso. Eu acho que brincar do negócio que faz bebês não é uma coisa legal, pois machuca as pessoas. Deve ser por isso que eles fazem esses barulhos, é porque está doendo muito. Eu não consegui ver o vídeo até o fim, porque mamãe chegou nesta hora e desligou o computador. Ela não gostou de me ver assistindo aquilo, disse que eu era retardado e que eu tinha feito uma coisa muito feia.

Uma vez eu levantei de madrugada para ir tomar água, e quando passei na frente do quarto dos meus pais, escutei um barulho parecido com o que ouvi no vídeo. A porta estava entreaberta, acho que eles esqueceram de fechar dessa vez. E eu vi que eles estavam brincando do negócio que faz bebês. É por isso que eu sei que eles brincam sempre do negócio que faz bebês, porque eu já escutei este barulho várias vezes do meu quarto. Mas esta foi a única vez que eu vi eles, eu juro pela minha morte. Eu não gostei de ver papai machucando a mamãe daquele jeito, aí eu entrei no quarto e puxei ele, tirando ele de cima dela. Caímos os dois no chão, eu por cima de papai. Quando ele levantou, eu vi que o pinto dele não estava normalzinho para baixo igual o meu fica, mas estava inchado, inclinado para cima e com a ponta vermelha igual garganta inflamada. Aí eu comecei a chorar achando que eu tinha quebrado o pinto de papai quando caímos no chão. Papai brigou comigo dizendo que eu não passava de um retardado, e que eu tinha feito uma coisa muito feia.

Meus amigos na escola parecem conhecer bem esse negócio que papai e mamãe estavam fazendo. Eles dizem que por baixo dos cabelos pretos que a mulher tem no lugar do pinto, tem um buraquinho chamado xana. Eu ri muito daquilo, pois eu tenho uma amiga que tem uma gatinha de estimação e o nome dela é Chana, mas é com CH, igual chulé. O homem coloca o pinto dentro do buraquinho da mulher e faz um xixi branco lá dentro chamado porra. O xixi branco vai parar lá na barriga da mulher. No meio desse xixi branco tem uma sementinha que faz crescer um bebê dentro da mulher. O bebê faz a mulher ficar muito gorda, pois ele cresce muito, aí a mulher é obrigada a cagar ele. É assim que nascem os bebês. Minha professora ficou gorda no começo do ano e me disseram que era por causa de um bebê. Depois de um tempo, ela pediu licença e sumiu, eu achei que ela nunca mais ia voltar. Uma outra professora deu aula pra gente por um tempo. Aí a minha primeira professora voltou e ela estava magra de novo. Eu ouvi dizer que nesse tempo que ela não deu aula pra gente, ela tinha ido cagar o bebê. Eu não sabia que demorava tanto para cagar um bebê, embora eu ache que deve doer bastante, pois quando eu vou fazer cocô e o troço tá muito grande, já dói o meu bumbum pra caramba. Então, no primeiro dia dela dando aula pra gente de novo, eu perguntei para ela como era cagar um bebê, e ela se zangou e disse que eu não passava de um retardado, e que eu tinha falado uma coisa muito feia.

Acho muito estranho esse negócio que faz bebês. O que é que pode ter de tão legal em fazer xixi dentro de outra pessoa? Uma vez eu fiz xixi num copo e tomei. O xixi não tinha gosto bom, mas era quentinho. Eu coloquei um pouco de açúcar e melhorou um pouco, mas ainda assim o gosto era ruim. Só que o meu xixi não era branco igual eu vi no vídeo. Mesmo assim eu fiquei com medo do xixi ir parar na minha barriga e crescer um bebê lá. Quando eu contei para mamãe isso, ela riu e disse que não ia crescer bebê na minha barriga não, mas que eu era retardado e tinha feito uma coisa muito feia.

Na minha classe eu não sou o único retardado. A maioria das pessoas são retardadas também. Mamãe disse que a minha classe é uma sala especial, para pessoas especiais. Eu gosto de ser especial, pois é muito bom ser especial. Tem uma menina na minha sala que também é retardada e que se chama Maria Amélia. Eu acho ela a menina mais bonita da classe. E ela é a mais inteligente também. Até pouco tempo atrás, eu nunca tinha falado com ela. Agora nós já somos amigos. A Maria Amélia me disse que se formos amigos por mais uma semana, nós podemos ser namorados. Uma vez minha mãe disse que só os namorados podem brincar do negócio que faz bebês. Eu perguntei para a Maria Amélia se podíamos brincar do negócio que faz bebês depois que virássemos namorados. Eu não sei se eu já disse que a Maria Amélia, apesar de ser retardada como eu, é muito inteligente. Mas ela não sabia do que eu estava falando. Aí eu contei tudo o que eu sabia para ela. Ela me olhou com muita atenção, enquanto eu explicava tudo pra ela. No final ela me perguntou o que era um pinto. Aí como eu não sabia explicar, eu fiquei de pé na sala, abaixei meu short e minha cueca e mostrei o meu pra ela. Ela ficou olhando, curiosa e espantada. Acho que ela ficou espantada porque ela nunca viu um pinto na vida dela, assim como eu nunca vi como é um buraquinho de mulher sem os cabelinhos. Eu já ia pedir pra ela me mostrar a xana dela (pois só as meninas têm xana, se você não sabe), quando a professora me viu mostrando o meu pinto para a Maria Amélia e brigou comigo, dizendo que eu era um retardado e que eu tinha feito uma coisa muito feia. Não sei o que é que eu fiz de feio.

Na hora que mamãe veio me buscar, a professora contou o que tinha acontecido na sala. Minha mãe brigou comigo na frente da professora, dizendo que eu era um retardado e que eu tinha feito uma coisa muito feia. Ah, dessa vez a professora acrescentou que eu também era um caso perdido.

Eu não entendi porque a mamãe e a professora ficaram tão bravas comigo. Mas eu fui embora para casa muito feliz, pois antes de sair da classe, a Maria Amélia disse para mim que se a gente fosse amigo por mais uma semana, a gente vai virar namorados, e depois de mais um tempinho, eu ia poder ver a xana dela. Mas não a Chana com CH igual chulé, que é a gatinha dela que eu falei antes, mas sim o buraquinho xana. A Maria Amélia também disse que assim que virarmos namorados, a gente vai poder brincar do negócio que faz bebês e eu vou poder fazer xixi branco dentro dela. Eu estou ansioso para brincar disso com ela, mas eu também estou com medo, pois eu não quero fazer bebê nela. A sorte é que meus amigos me disseram uma vez que existe um jeito de brincar do negócio que faz bebês, mas sem fazer bebês. Eles disseram que eu tenho que vestir uma roupinha no meu pinto que se chama camisetinha. Eu ri muito quando eles me disseram o nome tonto desta roupinha. É um nome muito tonto. Agora eu preciso desligar o computador porque a minha mãe está gritando dizendo que eu tenho que ir dormir, pois eu sou um retardado e se eu ficar sozinho eu vou acabar fazendo coisa muito feia.




Um pinto curioso...

 ... e um chano preguiçoso, que só quer saber de dormir.

Apesar das inúmeras diferenças físicas, pinto e chano estão sempre se
aproximando um do outro

Representação artística do exato momento em que você começou a destruir a
da sua vida o espermatozóide fecunda o óvulo.

Nem Freud explica...


Nota: algumas expressões foram inspiradas em autores já consagrados. O uso constante da palavra retardado foi inspirado em Winston Groom, em seu célebre Forrest Gump. Já as expressões "senhor Feliz" e "negócio que faz bebês", foram anteriormente utilizadas por Stephen King nos livros Jogo Perigoso e O Iluminado, respectivamente.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Brasil - a maior piada do mundo

{Creio que esta é a postagem mais engraçada de todas as postagens do Pra Gente Rir. E sabe por quê? Porque o Brasil é uma grande piada.}

É, meus caros leitores, acho que me enganei...

Pra quem não se lembra, em postagem anterior, eu deixei subentendido que os senadores não cassariam o mandato de Demóstenes Torres, porém eles o fizeram. Mas algumas coisas precisam ser ditas. Uma delas, é sobre o suplente de Demóstenes, que assumiu a vaga do senado hoje pela manhã. Wilder Morais, para quem não sabe, já foi casado com a atual esposa de Carlinhos Cachoeira. Saiu o amiguinho do Carlinhos Cachoeira para entrar o cara que comia a mulher dele! E além disso, nas gravações telefônicas de Carlinhos Cachoeira, ele também cita o senhor Wilder Morais, dizendo que é o responsável pela ascensão política do mesmo.

E o que me deixa mais puto, é que o Demóstenes Torres, depois de cassado, reassume o cargo dele no Ministério Público de Goiás como procurador de Justiça! Que credibilidade tem um cidadão que acabou de ser cassado por envolvimento com a máfia, de ser procurador da Justiça?! Isso só acontece porque o nosso Brasilzão é uma merda, que permite certos privilégios a políticos vagabundos, que usam este benefício como artifício para cometer determinados crimes, sabendo que não serão julgados pela justiça comum, como qualquer outro cidadão!

O senhor Demônio Demóstenes Torres, devido a sua cassação e a Lei Ficha Limpa, fica inelegível até 2027. Supondo que ele ainda não esteja gagá em 2027 e queira se candidatar novamente para um cargo político, a lei brasileira permitirá que ele o faça! E a tal da conduta ilibada? Onde é que fica o requisito de elegibilidade que exige que o aspirador a candidatura de um cargo político tenha uma vida honesta, sem máculas em seu passado? O pior de tudo é que o brasileiro tem uma memória tão curta, que esquece com uma facilidade incrível o que acontece no mundo político (mas se lembra décadas depois os enredos de novelas globais). Pois o senhor Valdemar Costa Neto, que esteve envolvido no escândalo do mensalão e renunciou ao cargo de deputado, já está de volta na sua confortável cadeirinha lá no Congresso Nacional. E não nos esqueçamos do ex-presidentes da república José Sarney e Fernando Collor de Mello, que, ao que tudo indica, só deixarão o Congresso dentro de um caixão.

E mudando um pouquinho de assunto, já que estamos falando sobre o Brasil, vamos falar um pouco sobre os brasileiros. Um programa que estreou esta semana e que muito aguçou a minha curiosidade, foi O Melhor Brasileiro de Todos os Tempos. O programa, apresentado pelo jornalista Carlos Nascimento, só pôde ser apresentado após pelo menos 1 milhão de votos da população que, para votar, precisava inserir o CPF, pois havia o limite de um voto por pessoa.

No primeiro programa, Carlos Nascimento apresentou 60 dos 100 mais votados, que estão na fase final do programa (do 41º ao 100º). No meu entendimento, eu já esperava nomes como Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Oscar Niemeyer, Santos Dumont, Dom Pedro II, Machado de Assis, José de Alencar, enfim, figuras políticas, escritores e profissionais e renomados no Brasil e no mundo. Eu até esperava alguns absurdos na lista, tais como Pelé e Garrincha, mas o que eu vi foi além dos meus piores pesadelos. Joelma, Cláudia Leitte, Hebe Camargo, Gugu, Tiririca (o já conhecido terror de qualquer eleição), Ivete Sangalo, Luan Santana, Michel Teló, menina do Rebelde que eu nem sabia que existia, figuras religiosas e goleiros de times paulistas contrastavam com outras figuras que até são aceitáveis na lista.

Mas não são os jornalistas do SBT que devem ser criticados pela lista. A culpa é dos brasileiros, que não sabem reconhecer quem realmente tem uma importância histórica para a constituição e melhora do Brasil como nação. E o mais triste de tudo é que eu acho que a maioria das pessoas que votaram nessas pessoas que citei acima, o fizeram realmente acreditando votar no maior (ou num dos maiores) brasileiro(s) de todos os tempos.

É, mas ainda tem mais 40 nomes para vermos na lista. É esperar agora para ver Neymar, Pe Lanza, Julia[na] Paes, Silvio Santos, João Lucas e Marcelo (o pessoal vai votar nos dois como se fosse uma só pessoa), Pedro Leonardo (por ter sobrevivido ao acidente), dentre outros. Se fosse há alguns anos atrás, veríamos os integrantes dos Mamonas Assassinas na lista, Felipe Dylon e, a Halle Berry, que entraria na lista na modalidade de cotas.

Para conferir detalhes do programa do SBT, clique aqui.

 
 Lista com os candidatos (já apresentados) ao título de maior brasileiro de todos os tempos.

 Foto do candidato que era tido como o favorito ao título de maior brasileiro de
todos os tempos, mas que foi eliminado na primeira etapa, ficando na 101ª
colocação, com 2 votos.

Halle Berry, apenas mais uma atriz negra, comemorando por entrar entrar na lista
das dez mulheres mais lindas de Hollywood, graças a sua inscrição como cotista.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Emprego - Parte I

{Este texto possui o menor número de palavras de baixo calão possível, pois eu sou um menino educadinho. Dedico este texto para minha mãezinha, que sempre quer que eu arrume um emprego. Dedico também para todas as outras pessoas que estão na busca por emprego. E por último, mas não menos importante, dedico este texto ao Julius - que possui dois empregos -, a todos os cegos, aos analfabetos e às criancinhas desnutridas da África.}

Matheus vestia-se em traje social completo: camisa social, calça social, sapatos sociais, gravata e paletó. Tudo emprestado de seu amigo Zeca, que, por sua vez, pedira emprestado para um tio. De pé no quarto, besuntando o cabelo com azeite, Matheus terminava de se arrumar. Deitado na cama, estava Zeca, vestindo bermuda, camiseta regata e chinelas. A cabeça repousava sobre os braços, que estavam erguidos. E na cabeça, seu inseparável boné fedorento. Enquanto penteava o cabelo, Matheus conversava com Zeca.

- Zeca, foi muita gentileza do seu tio ter emprestado estas roupas para eu usar. Não sei o que seria de mim se não fosse esta ajuda.

- É, o meu tio é mó gente fina! - disse Zeca. - Pena que ele foi preso. - completou. - Por estupro. - completou mais uma vez. E após uma última pausa, encerrou seu pensamento - E virou mulherzinha na prisão...

- Cara, você é um amigão mesmo! - disse Matheus, tentando quebrar o incômodo silêncio. - Quando você me disse que conhecia um cara que poderia me conseguir uma entrevista para este emprego, eu não acreditei, mas você conseguiu mesmo! - e após uma pausa: - Zeca, eu já tentei emprego em outros lugares, mas nenhum em lugar com tanto prestígio quanto este. Se eu conseguir este emprego, meu currículo vai lá pra cima! Que Deus me ajude!

- Amém, mano! - respondeu Zeca, complementando sua resposta com uma eructação.

Matheus deu uma última conferida no espelho. Estava pronto. O cabelo, penteado para o lado direito, brilhava com o excesso de azeite que fora passado no mesmo. Totalmente bem vestido, ele sentiu-se importante usando aquela indumentária social. Anunciou a Zeca que estava pronto. Levantaram-se e saíram. Matheus levava apenas uma pasta transparente consigo, contendo documentos e currículos. Ele exultava com o fato de ter aquela oportunidade de emprego. Nos últimos dois meses, apenas três chances mais claras de emprego, todas mal sucedidas após a entrevista inicial. A frase "qualquer coisa entramos em contato" era seu recorde atual. Sendo um aluno totalmente aplicado, Matheus lamentava por ainda não ter conseguido um emprego, desde que partira em busca de um. Aparentemente, sua aplicação na sala de aula não tinha relevância no momento de buscar uma vaga no mercado de trabalho.

Andando lado a lado rumo ao local da entrevista de emprego, as figuras de Matheus e Zeca provocavam um enorme contraste: além da diferença de como se vestiam, Matheus era quase um palmo mais alto que o amigo, além de ser branco. Zeca, por sua vez, além de ser negro, cultivava um ralo buço acima do lábio, que ele insistia em chamar de bigode. Já Matheus, não possuía sequer um pelo no rosto. Até mesmo o jeito de andar dos dois formava um contraste bizarro: Matheus andava de maneira elegante, fazendo jus a roupa que vestia, enquanto que Zeca andava relaxadamente, agitando repetidamente os braços. Durante o trajeto, Zeca contava suas últimas conquistas amorosas: beijei uma gata, comi uma gostosa, uma coroa ajeitadona deu mole pra mim no baile e blá blá blá. Só não sabia ele que Matheus não prestava a menor atenção em sua palestra, absorto em seus próprios pensamentos, ansioso pela entrevista que o aguardava.

Matheus não sabia onde ficava o local de sua entrevista, por isso seguia os passos de Zeca. Após quase quinze minutos de caminhada e resenha, Zeca parou de falar de suas conquistas para finalmente anunciar que tinham chegado.

Indicando o lugar onde deveriam entrar, Zeca bateu na porta com um toque rítmico. Deveria se tratar de alguma espécie de código secreto. Do outro lado, uma voz masculina gritou que podia entrar. Zeca, fazendo uma mesura, pilheriou:

- O senhor primeiro, excelência.

Sorrindo, Matheus tomou a frente e girou a maçaneta para abrir a porta que Zeca lhe indicara.

[Continua]