Mostrando postagens com marcador bosta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bosta. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jornais e Crianças

Já faz algum tempo que jornal virou sinônimo de cultura do medo e das tragédias. Não entendo porque "notícia" agora limita-se apenas a acontecimentos ruins. Se você quer sentir medo, repulsa e ódio do ser humano, basta ligar seu televisor num desses programas que noticiam os diversos crimes cometidos diariamente. Tem crimes para todos os gostos: estupro de vulnerável, homicídio a sangue frio, atropelamentos envolvendo motoristas playboys embriagados, chacinas em escolas, dentre outros casos. Longe de mim querer ignorar que tais fatos estão acontecendo, mas não é apenas de coisas ruins que o mundo é feito. Por que não noticiam que nasceu uma criança? Que plantaram uma árvore? Que uma pessoa venceu sua luta contra o câncer? Que estamos na piracema? Quando falo de programas de apologia ao terror, não me refiro apenas ao programa do Datena, mas até mesmo os jornais tradicionais, que só estão narrando desgraças. Poucos são os jornais com conteúdo light, que nos permitem relaxar quando vamos assistí-lo, ao invés de despejar um monte de cocô na nossa cara. Eu particularmente, quando ligo a televisão, não estou afim de ver nada sério, mas sim de emburrecer, ou seja, não pensar em nada.

Representação de minha pessoa assistindo televisão (menos Chaves e outras raríssimas exceções).

Um dos jornais que é parcialmente mais leve, é o Jornal Hoje (incrivelmente, da Globosta), cuja apresentadora é a maravilhosa Sandra Annenberg, que, aproveito para expressar minha opinião, é intelectualmente MUITO mais gostosa do que qualquer uma das mulheres frutas que estão por aí.

Sandra Annenberg se despedindo dos telespectadores após mais uma edição do Jornal Hoje.
Sandra é um exemplo de mulher inteligente, atraente e com conteúdo, que ainda me faz
ter esperança nas fêmeas da raça humana.

E como citei crianças anteriormente, é inevitável não citar o Dia das Crianças, que foi um dia muito triste para mim. Triste pela nova constatação de que caminho [a passos largos] para a velhice. Primeiro que eu venho há algum tempo desejando um quebra-cabeças de 5 mil peças para eu montar, mas não houve um bom samaritano que me desse tal presente nesta data comemorativa, o que é um primeiro indício de que ninguém me vê mais como criança.

O meu objeto de desejo neste mundo consumista e capitalista safado: um quebra-cabeças de 24 mil peças.

Outro ocorrido que agravou minha depressão foi que eu apostei uma corrida ordinária estes dias, de menos de 100 metros e com duração de poucos segundos, porém a dor vem se estendendo por dias, sinal de que estou enferrujado. Estou sentindo dor por todo o corpo, como se eu fosse um escravo rebelde que foi amarrado no tronco e apanhou do Capitão do Mato até cansar.



A dor que sinto é semelhante a que este pobre escravo sentiu após apanhar do
Capitão do Mato. Sorte que tanto ele quanto eu somos Guerreiros de Pai José.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Coisas que não entendo


... sobre Libertadores, Eurocopa e Carlinhos Cachoeira.

Fugindo um pouco do intuito do blog, que é o de fazê-lo rir, esta postagem não terá a menor graça¹. Se seu objetivo é rir, não leia este post. Leia este. Esta postagem é apenas um desabafo pessoal.

Falarei de alguns temas atuais, que estão na mídia todos os dia
s. Começo falando da paixão nacional: o futebol. Como todos sabem, hoje é o dia do primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América, principal torneio continental das Américas. E o meu Corinthians, depois de 101 anos de gozações, finalmente chegou a uma final. O Corinthians, apesar de jamais ter vencido este torneio e busque o título inédito, é um time que sempre é manchete nos jornais. E uma das frases prontas que me deixa puto é aquela que diz que o Corinthians é o Brasil na final da Libertadores. Todo mundo sabe que o Corinthians não é o Brasil na Libertadores. O Corinthians é os corinthianos na Libertadores. Torcedores rivais vão torcer contra o Corinthians, porque todo mundo quer ver o Corinthians se ferrar. Creio que o Corinthians é muito mais a Argentina na Libertadores do que o Boca Juniors, isso sim.

Esta final tem uma importância muito grande para o clube alvinegro na temporada de 2012. Provavelmente, estes dois jogos da final contra o Boca Juniors serão dois dos jogos mais importantes da história do clube. Agora, eu me pergunto: quem é que foi que fez a merda do regulamento da Libertadores? Vou lembrar os mais esquecidos que nas fases de mata-mata (oitavas, quartas e semifinais), existia a regra do gol fora com peso maior. Não explicarei a regra em detalhes aqui, pois quem tiver interesse em conhecê-la, que pesquise no oráculo. Eu até entendo o motivo de terem criado a regra do gol fora: com a valorização dos gols marcados no estádio do time mandante, os organizadores da competição visam incentivar o time visitante a buscar o gol adversário, e não apenas jogar na retranca, pelo empate. Só que na final do torneio, esta regra simplesmente desaparece. Completamente sem lógica. Eu até entenderia o sumiço desta regra, se fizessem igual fazem na Champions League, uma final em partida única, disputada em estádio definido antes mesmo da competição começar. E ainda assim não daria muito certo, pois aqui não é a Europa e o interesse por jogos de times não locais não seria igual. Mas voltando a mudança de regra na final da Libertadores, pra mim a Conmebol cagou no regulamento.

Outra competição que está acontecendo concomitantemente com a Libertadores é a Eurocopa. Se você é o tipo de pessoa que não se interessa por Eurocopa, eu respeito seu desinteresse. Agora, se o motivo pelo qual você não se interessa pela Eurocopa é pelo fato da seleção brasileira não disputar esta competição, eu lamento pela sua existência e espero que você morra. Os organizadores da Eurocopa, com inveja dos organizadores da Libertadores, também quiseram defecar no regulamento desta competição. Ainda na fase de grupos, pude notar que o confronto direto é o primeiro critério de desempate quando duas ou mais equipes terminam com mesmo número de pontos. Considere o seguinte caso hipotético do grupo X:

ESPANHA 5 x 0 PORTUGAL
ALEMANHA 3 x 3 ITÁLIA
ITÁLIA 0 x 0 ESPANHA
ALEMANHA 1 x 0 PORTUGAL
PORTUGAL 0 x 3 ITÁLIA
ESPANHA 1 x 1 ALEMANHA

O fato incontestável neste grupo é que tivemos um tríplice empate entre Espanha, Alemanha e Itália, que terminaram com 5 pontos cada. Portugal foi o saco de pancadas do grupo, e não pontuou. Apenas duas equipes passam de fase, portanto, uma das três equipes que somaram 5 pontos deverá ser eliminada. No meu entendimento, a Espanha deveria se classificar em primeiro lugar, pois teve a melhor campanha, com saldo de gols +5, e em segundo lugar deveria ficar a Itália, pois teve saldo de gols +3. A Alemanha, com +1, ficaria em terceiro lugar e seria eliminada. Mas pelo belíssimo regulamento da Eurocopa, não é assim que funciona... Pra começar, devemos ignorar todos os jogos de Portugal, pois eles não nos interessariam. Sobram os três empates entres os três times que disputam duas vagas. O critério de desempate seguinte são os gols pró. Neste caso, pelo regulamento da Eurocopa, a Alemanha se classificaria em primeiro lugar, pois fez 4 gols nos confrontos diretos; em segundo lugar, ficaria a Itália, pois fez 3 gols; e eliminada, em terceiro lugar, ficaria a Espanha, pois fez apenas 1 gol. Note que não importa se a Espanha venceu Portugal por um à zero ou por mil à zero. Isto é irrelevante como critério de desempate. Acho meio que um contrassenso uma classificação que não privilegia as melhores campanhas.

Seguindo com minha ladainha, devo criticar a Globosta por transmitir apenas os jogos decisivos. Eles não transmitem nada da competição. Aí chega nas quartas de finais e resolvem transmitir Espanha x França. Parabéns Globosta! Já a Band, que por sinal tem uma transmissão que eu gosto muito, peca ao exibir o poderoso Campeonato Brasileiro aos domingos, ao invés de passar a Eurocopa. O Campeonato Brasileiro tem edições anuais, com duração de oito meses cada. A Eurocopa tem edição quatrienal, com duração de apenas um mês. E ainda assim, a Band acha preferível transmitir em TV aberta o jogo do Brasileirão. Como diria o craque Neto: É BRINCADEIRA?!

Outra coisa que me deixa puto da vida quando tô assistindo um jogo internacional, é quando o narrador ou os comentaristas dizem “o brasileiro Pepe, o brasileiro Thiago Motta, o brasileiro Eduardo Silva”. Meu deus! Eles não estão defendendo o Brasil e não são brasileiros! Se bobear esses caras nem sabem onde fica o Brasil! Então parem de contar vantagem quando o brasileiro Pepe jogar bem ou fizer gol. Mas se realmente insistirem em falar dos “brasileiros”, então falem integralmente. E não se esqueçam de falar também que o brasileiro Marcus Túlio Tanaka (olha o Tanaka na pista) matou quebrou o braço do Didier Drogbá.

Enquanto eu escrevia este texto, a Espanha eliminou Portugal nos pênaltis. Espero que amanhã a Alemanha vença a Itália (apesar de apreciar as duas seleções), pois gostaria de ver novo jogo destas duas seleções. Espero apenas que, na eventual final, desta vez a Alemanha não traia o seu próprio estilo de jogo contra os espanhóis, indo para a retranca e cometendo suicídio. Que joguem o mesmo futebol que vêm jogando.

Charles Puiol Carles Puyol, jogador do País Basco que vem
sendo o destaque da equipe na Eurocopa até o momento.

Bom, pra não dizerem que todo brasileiro é alienado e só sabe falar de futebol, gostaria de encerrar esta merda de postagem falando do caso Carlinhos Cachoeira. O que quero falar é bem simples. Que o Sr. Carlos é um mafioso, isto não se pode questionar. Seguindo a mesma ideologia da Omertà da Máfia siciliana, os interessados estão dispostos a ameaçar e até mesmo silenciar os envolvidos na rede do crime organizado. O que eu não entendo é o seguinte: o Sr. Márcio Thomaz Bostas Bastos, advogado de defesa do Sr. Cachoeira, procura achar irregularidades na “colheita” de provas, tais como gravações, alegando que as mesmas não teriam sido autorizadas pela justiça. Em outras palavras, vendo que seu cliente é culpado, ele parte para outra estratégia: invalidar as provas. Me sinto atoleimado ao pensar que a justiça brasileira dá margem para tal atitude. Então quer dizer que se as provas foram colhidas irregularmente, isto faz com que o Sr. Cachoeira passe a ter uma conduta ilibada? O caráter criminoso de suas ações simplesmente deixaram de existir? Ou melhor, jamais existiram? Quem explica uma merda dessas?

Márcio Thomaz Bastos, advogado, ex-escritor e ex-Ministro da Justiça.
Na foto da esquerda, seu antigo cabelo, quando ainda escrevia, sob o pseudônimo
de Ferreira Gullar. Na imagem da direita, uma foto atual, enquanto acompanha o
caso de seu cliente bandido injustamente indiciado.

Em mês de Festa Junina, Carlinhos Cachoeira se gaba por ter uma das maiores
e mais bem sucedidas quadrilhas do Brasil. (Créditos da foto e do trocadilho: Kily)

Pra finalizar de vez, ouvi num jornal hoje (mas não no Jornal Hoje) que o senador Demóstenes Torres fez um pedido para não cassarem seu mandato. Aí algum outro bandido cara de lá disse que iam marcar um dia para votarem sobre a cassação ou não do mandato dele. E a maracutaia já está armada, pois marcaram a votação para uma data próxima ao recesso parlamentar, quando todos os nossos queridos políticos estão cansadinhos de tanto roubar trabalhar. E pra fechar com chave de ouro, o maior motivo da minha indignação, o voto será secreto, assim como foi no caso da Jaqueline Roriz. A história se desenrola novamente, do mesmo modo. Este voto secreto é apenas uma artimanha para que políticos com o rabo preso possam votar na moita, sem que ninguém saiba qual foi seu voto. Aí é fácil dizer que votou a favor ou contra a cassação, sendo que ninguém saberá se diz ou não a verdade. Eu quero ver é político votar contra a cassação, sem essa de voto secreto, e depois justificar-se perante a sociedade do porquê de seu voto. E ainda tem uns deputados vagabundos, como o Sr. Silvio Costa, que fica bravinho quando entrevistado pela reportagem do CQC e diz²: “Por que é que eu tenho que explicitar o meu voto aqui?”. Eu respondo para o senhor: porque quando o senhor queria estar “aqui”, vossa excelência pediu em rede nacional o voto de seus eleitores, pois seria o representante deles. E como o povo pode saber se o senhor representa os interesses e inclinações ideológicas deles, se vossa excelência vota secretamente? Vossa excelência é desprovido de honestidade e de honradez”.

Demóstenes Torres, antes de iniciar sua vida política, era empresário de celebridades
instantâneas. Na foto acima, vemos ele conversando com As Esquiletes,
popular grupo musical que ele promoveu antes de começar a roubar se eleger senador.

Termino citando literalmente a fala do Marcelo Tas, no dia em que a reportagem que acabei de aludir foi ao ar²: “POR QUE QUE EU DEVERIA REVELAR O MEU VOTO? EU VOU DIZER. SABE POR QUÊ? PORQUE VOCÊS SÃO FIGURAS PÚBLICAS! CÊS FORAM ELEITOS PELO POVO! O POVO TEM DIREITO SIM DE SABER PORQUE... O QUE QUE VOCÊS VOTARAM! PORRA! É CLARO QUE TEM DIREITO DE SABER! POR QUE QUE NÃO TEM?”.

¹ E as outras têm graça?!
² Para ver a matéria completa, clique aqui.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

GTA Brazil


Para as pessoas que vivem nas grandes cidades e já tiveram o privilégio de jogar algum dos games da franquia GTA, poderá notar certa semelhança entre as cidades imaginárias do game e as grandes metrópoles da vida real. E para isto existe uma explicação extremamente simples: as grandes capitais brasileiras, a exemplo das americanas, foram projetadas e construídas inspiradas nas cidades do game GTA.

Quem vive nas grandes cidades sabe como o movimento é intenso. No meu caso, que saí do pequenino condado de Piraju e vim morar na capital tupiniquim, percebo com maiores detalhes as discrepâncias entre um município interiorano e uma capital. Aqui, tal como no GTA San Andreas, o tempo todo está acontecendo algo. De início, quando eu jogava GTA, achava que só estavam acontecendo coisas onde eu estava, quando de repente, para minha surpresa, pude notar motoristas barbeiros batendo e derrubando os postes de energia elétrica, policiais atirando contra supostos bandidos, atropelamentos estapafúrdios, pessoas caindo no rio e morrendo afogadas (ou com o impacto do corpo contra a água, não tenho muita certeza). Fato é que a cultura na cidade grande é semelhante a do jogo, pois sempre que estou nas regiões mais movimentadas de Brasília, vislumbro pessoas correndo como loucas para atravessar a rua quando o semáforo abre, motoristas buzinando e quase batendo seus carros uns contra os outros.

Isto sem falar dos acidentes. Ontem mesmo eu estava preso dentro de um busão, no engarrafamento típico do início da noite, quando vejo na faixa contrária uma viatura do corpo de bombeiros parada socorrendo um motociclista acidentado. Logo atrás, outra viatura socorria outro acidentado, creio eu que a segunda pessoa que acidentou-se juntamente com o indivíduo anterior. Mas o mais incrível foi que, depois do ônibus andar uns 50 metros (o que deve ter levado quase uma hora), havia outro acidente na pista contrária, ou seja, o indíce de acidentes ali é altíssimo. Detalhe: tinha acabado de começar a chover. A chuva mal começara, e com ela também vieram os acidentes. Ah, e por falar em chuva, em cidade grande, quando começa a chuviscar, a pista já fica totalmente molhada. Se chove um pouco mais forte, percebe-se os primeiros acúmulos de poça (o suficiente para encharcar tênis e meia de qualquer pedestre, ou de molhá-lo por inteiro, quando um motorista ignorante faz a água espirrar por cima dos pedestres, como uma tsunami). E se chove forte, como costuma acontecer de vez em quando, pode preparar os barcos, pois a cidade fica completamente alagada, a água ficando na altura do pulso da mão (considerando a mão levantada em linha reta acima da cabeça).

Outra coisa que eu acho interessante são os policiais daqui de Brasília. A formação social da população brasiliense é totalmente diferente. Pra começar, as pessoas são mais mal humoradas. O cobrador do ônibus nunca te dá bom dia ou um obrigado - eles não têm tempo para perder com isso. Também pudera, se eles fossem dirigir a palavra a cada pessoa que eles atendessem, não fariam outra coisa senão dizer bom dia. Aqui ninguém perde tempo com nada. Se um passageiro senta do lado do outro, eles não conversam. Aqui o pessoal tem juízo. Ninguém fica jogando conversa fora. Ninguém ta afim de levar uma facada na boca. Mas voltando aos policiais - estou divagando -, o fato da cidade ter uma outra formação social, faz com que o comportamento dos policiais difira e muito dos seus companheiros de corporação que atuam numa cidade pequena. Em Piraju, além da demanda de trabalho ser pequena para policiais, as piores coisas que lhes acontece é ter que retirar o gato de cima de uma árvore, juntamente com a ajuda do corpo de bombeiros; ou ainda, os policiais interioranos encontram e lidam com alguns vagabundos, e algumas raras vezes, um bandido de verdade. Já aqui em Brasília não: a polícia está o tempo todo com o sinal de alerta ligado. Eu mesmo quando estou voltando da faculdade e desço do ônibus, sou obrigado a cruzar com uma viatura da polícia, abordando três indivíduos, estes com as mãos na nuca, sob comando da frota policial. Eu fico imaginando como deve ser a adrenalina de ser policial em cidade grande. Por exemplo, se um bandido apontar um revolver pra minha cara ou pro meu peito, provavelmente eu vou sentir medo e nervosismo. Creio que terei a consciência de que tudo poderá acabar naquele momento, se eu fizer um movimento brusco, ou se acidentalmente o bandido pressionar o gatilho e estourar a minha cara com o impacto do projétil. Então o policial deve se sentir com uma adrenalina parecida, pois como a cidade é grande e tem muita gente, ele não conhece ninguém, e nunca sabe quem é o cidadão de bem e quem é o bandido - se bem que eles devem farejar o perigo iminente. Em todo caso, eles sabem que estão ali para matar ou morrer, assim como os bandidos. Então, partindo desse raciocínio, creio que eu já fui um bandido na mente de alguns policiais aqui de Brasília e, talvez vou até mais longe com isso: um desses policiais até fez suas preces finais, achando que eu iria tirar-lhe a vida, ou oferecer-lhe uma dose de abacaxi (o que vai contra os meus princípios).

Os bandidos também são uma atração a parte aqui em Brasília. As inúmeras gangues que existem aqui estão tentando dominar a cidade, cumprindo o maior número de missões que forem capazes, conquistando o maior número de territórios possíveis aqui em Brasília, e tentando pichar a cidade inteira. Cada gangue tem suas características que a diferenciam de todas as outras, que vão desde a tonalidade da pele (menos preta, mais preta ou ainda mais preta), as indumentárias, a cor da pele, os trejeitos e até mesmo a cor da pele. Brasília, como já dito, possui um trânsito muito carregado, pois a média de Brasília é de três veículos por habitante. E o mais impressionante é que nos horários de pico, onde todo mundo resolveu sair de carro, tem pelo menos duas pessoas em cada carro. Na boa pessoal, quem ta dirigindo todos esses carros?

Com uma frota tão grande, é compreensível porque o mercado da delinquência esteja num crescendo. Dados estatísticos apontam que a cada dia pelo menos três pessoas começam a delinquir, partindo para a formação na vida do crime. E a expectativa é que o mercado brasiliense consiga absorver todos estes profissionais do segmento criminoso. Numa proporção bem menor, formam-se os policiais, que como já dito, garantem a segurança de todos nós. Os bandidos, que também já jogaram GTA (faz parte da formação teórica deles como criminosos), sabem que para cumprir determinadas missões precisam de dinheiro para custear as armas, granadas, coletes à prova de balas e até mesmo outros acessórios. Então, como qualquer pessoa normal, eles procuram um jeito de conseguir esse dinheiro para iniciar seu negócio. O jeito que encontram é inspirado na excelente formação que tiveram em GTA: roubando um táxi e fazendo algumas corridas (ou ainda, aqui tem uma outra modalidade, que é a do transporte pirata), roubando um carro de polícia e fazendo missões como policial, matando seus iguais, ou ainda utilizando do método clássico e preferido por aqui: espancando até a morte com um taco de beisebol o primeiro idiota que aparece a sua frente na rua e torcendo pra ele ter dinheiro.

Enfim, esse assunto é muito longo e não quero me estender mais, por isso o encerro por aqui, enquanto ainda estou por cima.

Um típico policial de Brasília.

 Vem aí: GTA Brasília! Mais uma promessa de sucesso de vendas 
de um produto desenvolvido pela Rockstar Games.

Ryder sobre ele mesmo: "Shit, CJ! Shit!"

Cenas exclusivas de como será o novo jogo, divulgadas pela Rockstar com
exclusividade para o Pragenterir: gráficos mais realistas, som ambiente perfeito
e possibilidade ilimitada de movimentos dos personagens. O jogo GTA Brazil contará
com três cidades: San Pablo, Rio de Febrero e Braziléia (em destaque no vídeo).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Ilha

Piraju, ou a ilha, como é comumente chamada, é uma pequena porção de terra rodeada por água por todos os lados. As águas que rodeiam esta porção seca são as águas do Rio Paranapanema, nome de expressão indígena que em tupi-guarani significa Oceano Índico. A ilha é uma terra com propriedades únicas, com características não encontradas em nenhum outro lugar da Terra. Diversos pesquisadores e turistas vêm para a ilha para observar estas características até mesmo místicas, além de poderem apreciar todas as lendas que afamam a ilha em todo planeta.

A história da ilha atravessou as águas que a rodeiam, chegando a terra firme do outro lado, fazendo com que seus inúmeros mitos fossem popularizados. A ilha é conhecida pelo mundo afora, de maneira que possui grande apelo comercial e artístico, sendo retratada nas mais variadas formas de arte, desde a música até os filmes, as películas e também até a mais bela de todas as artes: o cinema.

É sabido que, uma vez nascido na ilha, dificilmente o indivíduo consegue sair (com vida) daqui. E eu sou a prova (viva) disso. Isto acontece, segundo antigos escritos nas cavernas da ilha, devido ao fato de a ilha ainda não ter terminado conosco. Em outras palavras, cada um de nós que nasceu na ilha, nasceu aqui por um propósito muito importante. E a ilha não nos dispensará de nossas obrigações até cumprirmos o grande propósito pelo qual estamos aqui. Ela dita o que devemos ou não fazer. Podemos tentar gritar com todas as nossas forças "NÃO ME DIGA O QUE EU NÃO POSSO FAZER", pois o poder dela é muito maior e, se ela não quer que alguém faça algo, creia-me leitor, este alguém não o fará.

Cabe a cada habitante da ilha buscar conhecer o importante propósito pelo qual está aqui e cumprí-lo da melhor maneira possível. Esta é a única maneira de se libertar do jugo da ilha e de salvar a sua alma.

Eu já descobri o grande propósito pelo qual eu nasci aqui, mas não entrarei em detalhes sobre tal coisa, pois vai que o propósito de alguma outra pessoa que aqui nasceu seja o de impedir que eu cumpra o meu?

Essa postagem é uma homenagem a ilha, que faz aniversário amanhã. Infelizmente, eu não estarei na ilha no dia de seu aniversário, pois terei que ir resolver algumas pendências nos Estados Unidos. Mas não se preocupem, pois eu voltarei a ilha, pois ela ainda não terminou comigo. E a ilha sempre dá um jeito de trazer de volta seus moradores, quando precisa deles...

Lost: uma premiada série americana baseada na história de Piraju.

Robinson Crusoé: um romance biográfico de um morador da ilha.

O Náufrago, filme americano com Tom Hanks, foi gravado na ilha.

A Lagoa Azul foi um filme pornô romântico que também
foi gravado na ilha, este na década de 40.


Um indivíduo idiota fotografado defronte ao principal
monumento da ilha: o Um Peixe Amarelo.


Uma placa localizada na entrada da ilha (com o Um Peixe Amarelo
aparecendo ao fundo): a irônia sempre foi um dos pontos fortes
do prefeito da ilha (no poder há 120 anos).


Por que estamos aqui? Pergunta que é feita pelo ser humano desde
o início dos tempos (especialmente pelos moradores da ilha). A foto
acima responde esta pergunta, mostrando o principal motivo pelo
qual todos nós estamos aqui.